Operação Propagare: A casa caiu!

Polícia Civil; MP; Tribunal de Contas de Rondônia e Gaeco de Mato Grosso do Sul desvendam forte esquema de propaganda e marketing de empresas da mesma família

 

 

 

 

 

 

Moradora em Campo Grande, Anésia Ferreira Barbosa, 71 anos, se tornou alvo de operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) de Rondônia por ser uma das proprietárias da empresa Atua Comunicação Ltda, com sede em Porto Velho. O Gaeco fez buscas no sobrado pertencente a empresária no bairro Vilas Boas, em Campo Grande, na manhã desta quarta-feira (dia 19).

A equipe do Gaeco chegou cedo ao sobrado, residência de Anésia. Depois de quatro horas no imóvel, saiu do local levando um senhor no carro do Gaeco, enquanto a idosa foi levada pelo advogado Guilherme Garces.

Operação Propagare:  A casa caiu!
Advogado Guilherme Garces

De acordo com ele, não houve prisão e o casal vai prestar depoimento ao Gaeco. “Foi cumprido mandado de busca e apreensão da 4ª Vara Criminal de Porto Velho e apreendidos documentos”, afirma Garces. A operação Propagare é contra corrupção, peculato e organização criminosa.

Os casos investigados são relativos a serviços de publicidade do governo de Rondônia. Num “jogo de cartas marcadas”, havia participação de agências de publicidade de qualificação internacional, que não eram escolhidas nos processos por serem consideradas inaptas.

As contratações começaram em 2011 e os contratos foram aditivados ao longo do tempo. Conforme a investigação, os envolvidos direcionavam as licitações de publicidade para beneficiar a empresa investigada, que de forma ilícita, superfaturava e subcontratava outras empresas pertencentes a familiares.

O esquema envolve servidores públicos, empresas do ramo de publicidade e políticos. O Gaeco de Rondônia não divulgou o prejuízo, mas a estimativa é que ultrapasse milhões de reais. Nos últimos anos, as empresas investigadas receberam mais de R$ 120 milhões dos cofres públicos.

Operação Propagare:  A casa caiu!
Gaeco no sobrado em MS

Na Operação Propagare descobriu-se a estrutura que envolvia servidores públicos, diversas empresas do ramo de publicidade e agentes políticos, que praticaram ilícitos de corrupção, crimes licitatórios e organização criminosa a fim de direcionar licitações para contratação de serviços de publicidade e propaganda.

De acordo com consulta à Receita Federal, Jaqueline Ferreira Barbosa Melgarejo também é sócia da empresa de publicidade. Segundo informa o Portal da Transparência de Rondônia, a Atua Comunicação teve contrato de R$ 3.498,11, com dispensa de licitação.

As contratações “Ilícitas” tiveram início no ano de 2011 na gestão Confúcio Moura.

Os prejuízos causados à Administração Pública, até o momento, ultrapassam milhões de reais, uma vez que as empresas investigadas já receberam dos cofres públicos estaduais mais de R$ 120 milhões.

Operação Propagare:  A casa caiu!
Atua Comunicação em sua sede na av. Campos Sales – centro de Porto Velho

A operação tem apoio da Polícia Civil de Rondônia, Tribunal de Contas de Rondônia e Gaeco de Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e São Paulo.

O Nome da operação, Propagare vem do latim e significa propaganda ou aquilo que se propaga

fonte: campograndenews.com.br